sábado, 21 de março de 2009


Marrocos

Marrocos é um país localizado no extremo noroeste da África, estando limitado a norte pelo Estreito de Gibraltar (por onde faz fronteira com a Espanha), por Ceuta, pelo mar Mediterrâneo e por Melilha, a leste e a sul pela Argélia, a sul pelo Saara Ocidental (território que controla) e a oeste pelo Oceano Atlântico. A capital do país é a cidade de Rabat. É o único país do continente africano que não faz parte da União Africana. Sendo um país muçulmano em que as influências espanholas e francesas se adaptaram à rica tradição cultural árabe e berbere. Seu território, cortado por altas cordilheiras, é de modo geral menos quente e seco que o dos países vizinhos.

História

  O país foi governado pela dinastia alauíta de 1649 a 1912, quando, pela Conferência de Fès, o Reino do Marrocos foi dividido em um protetorado franco-espanhol e uma zona internacional de Tânger. Coube à França a administração da região sul do país, ficando a Espanha com o controle dos territórios de Ceuta e Melilla, ao norte, bem como do Saara Ocidental, ao sul. Na década de 1920, surgiram os primeiros movimentos nacionalistas, tendo o líder berbere Abdel Krim chegado a proclamar uma República de Tribos Confederadas, derrotada em 1926 pelas forças francesas e espanholas. O movimento nacionalista tomou novo ímpeto em 1943, com o surgimento do Istiqlal, partido político pró-independência, de perfil moderado, apoiado pelos EUA. Em 1947, a causa independentista conquistou o apoio do Sultão Mohamed ibn Yousuf, exilado pelos franceses pouco depois.

A derrota na Indochina, bem como o agravamento da guerra de emancipação na Argélia, contribuíram para enfraquecer o domínio francês no Marrocos. Em 1955, o Sultão Mohamed Ibn Yousuf retornou ao país, assumindo o trono com o nome de Mohammed V. Em março de 1956, o Reino do Marrocos obteve a independência da França, conquistando, no decorrer daquele mesmo ano, a soberania sobre a cidade de Tânger, mas não sobre Ceuta, Melilla e o Saara Ocidental.

População

A população marroquina é de origem árabe e berbere, embora as diferenças entre os dois grupos sejam mais lingüísticas que raciais. A língua berbere, apesar de ter sofrido forte influência do árabe, se conservou nas regiões montanhosas. Os povos de língua berbere dividem-se em três grupos etnolingüísticos: os rif, da cadeia do Rif; os tamazight, do Médio Atlas; e os shluh, do Alto Atlas e da planície do Sous. O resto da população fala árabe e é formada de berberes arabizados, assim como de um pequeno número de beduínos que chegaram ao Marrocos com o exército islâmico no século VII ou com a tribo invasora hilal nos séculos XI e XII.

Os imigrantes muçulmanos espanhóis que chegaram ao Marrocos durante a reconquista cristã da península ibérica, que terminou em 1492 com a capitulação do reino mouro de Granada, eram uma mistura de árabes, berberes e ibéricos, cujos descendentes vivem em Rabat, Salé, Fez e Tétouan. A colonização européia trouxe uma minoria de franceses e espanhóis, que antes da independência chegou a alcançar meio milhão de habitantes. Os idiomas desses grupos continuaram a ser falados depois nas áreas urbanas onde França e Espanha exerceram seu protetorado. Numerosa e importante antes da criação de Israel, a minoria judia diminuiu muito em função da emigração para o estado judaico.

A população concentra-se nas planícies, planaltos e colinas do noroeste do país. As regiões áridas do leste e do sul e os montes Atlas são muito pouco povoados. Com uma população bastante jovem no final do século XX, Marrocos apresentava alta taxa de natalidade e crescimento demográfico elevado. A capital do país é Rabat, mas Casablanca é a cidade mais importante e o principal centro industrial e comercial. Marrakech, Fez e Meknès são cidades tradicionais, e Tânger é centro turístico.

Economia

Como na maioria das antigas colônias européias, a economia marroquina permanece muito dependente das exportações de matérias-primas. Caracteriza-se também por uma dicotomia entre um grande setor tradicional e um setor menor, orientado para a exportação. No conjunto, a economia moderna é responsável por mais de setenta por cento do produto interno bruto, embora gere apenas trinta por cento dos empregos.

O Marrocos é um dos poucos países árabes com potencial para alcançar a auto-suficiência na produção de alimentos. Entre os principais produtos agrícolas estão o trigo, a cevada, as frutas cítricas e a batata. O país exporta verduras e frutas para o mercado europeu e é auto-suficiente na produção de carne, embora precise importar leite. O governo concede licenças a barcos espanhóis, japoneses e soviéticos para pescar em suas águas, com a condição de que ajudem o Marrocos a executar programas de expansão de sua indústria pesqueira.

Apesar de seu potencial agrícola e pesqueiro, a economia do Marrocos baseia-se na mineração. O país concentra as maiores reservas mundiais de fosfato e extrai também ferro, zinco, chumbo, manganês, cobre e pirita (sulfato de ferro do qual se extrai enxofre) em grandes quantidades.

A atividade industrial mais importante é a transformação de fosfato em fertilizante e ácido fosfórico para a exportação, além da produção de artigos têxteis e alimentícios. O país também investe na indústria pesada e oferece estímulos fiscais para atrair capital estrangeiro. Dominam a pauta de exportações o fosfato e seus derivados, produtos agrícolas e artigos têxteis. Como fontes de divisas, o turismo e as remessas por parte de marroquinos que trabalham no exterior são praticamente equivalentes às exportações de fosfatos.

O sistema financeiro é misto: os bancos estatais convivem com bancos privados nacionais e estrangeiros. O sistema de transporte por rodovia e ferrovia desenvolveu-se rapidamente a partir de 1970. O principal aeroporto está localizado perto de Casablanca.


Instituições políticas

O Marrocos é uma monarquia constitucional, tendo como atual Chefe de Estado o Rei Mohammed VI. A função de Chefe de Governo é exercida pelo Primeiro-Ministro, indicado pelo monarca. O atual ocupante do cargo é o Primeiro Ministro Driss Jettou, nomeado em outubro de 2002. O poder legislativo é constituído por um Parlamento bicameral, composto de uma Câmara baixa, com 325 assentos, e de um Senado – a “Câmara dos Conselheiros” –, integrado por 270 membros. O sistema eleitoral estipula mandatos legislativos de seis anos, com sufrágio universal para a Câmara Baixa e votação indireta, por intermédio de um colégio eleitoral, para a Câmara Alta.  

A Constituição, emendada em 1996, inspira-se no modelo francês. O monarca detém o poder de destituir tanto o Governo quanto o Parlamento. Os partidos políticos de oposição funcionam livremente, sendo-lhes vetado apenas criticar o papel da monarquia, o status do Marrocos como país muçulmano e a política com relação ao Saara Ocidental. O Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação é Mohamed Benaïssa,nomeado em 9 de abril de 1999. O idioma oficial é o árabe, sendo o francês utilizado como segunda língua.

A constituição de 1992 estipula uma monarquia constitucional modificada, na qual o chefe de estado é um rei hereditário. O poder legislativo cabe a uma assembléia unicameral, de 333 membros, com mandato de seis anos. Destes, 222 são eleitos por sufrágio universal, e 111 escolhidos por um colégio eleitoral formado por conselheiros municipais e representantes de entidades profissionais. O poder executivo é exercido pelo rei, que nomeia (e pode demitir) o primeiro-ministro, que por sua vez indica os demais membros do gabinete. O rei pode também dissolver a Assembléia.

O país tem um sistema multipartidário, cujos principais partidos são o Istiqlal (Partido da Independência), o Movimento Popular e a União Nacional das Forças Populares. O território se divide em províncias e prefeituras urbanas.

Sociedade


Embora o governo tenha investido na medicina preventiva, por meio do aumento do número de dispensários e centros de saúde, metade da população rural não tem acesso a esses serviços. Antigas doenças endêmicas, como tracoma, tuberculose e cólera, foram erradicadas. A incidência de outras doenças, como a hepatite, permanece elevada, enquanto novas doenças, como a esquistossomose, tornam-se mais freqüentes.

O ensino é obrigatório entre os sete e 13 anos de idade. Apesar dos programas educativos do governo, o analfabetismo entre a população é grande. No final do século XX, metade dos alunos do curso primário atingia o ensino secundário, e um entre dez chegava à universidade. Na mesma época, a educação absorvia um quarto do orçamento nacional. A religião oficial do estado é a muçulmana sunita.


Cultura

Entre os séculos VIII e XV, no período da Espanha muçulmana, o Marrocos se beneficiou do esplendor cultural de Córdoba, Sevilha e Granada, e participou das correntes literárias e filosóficas hispano-muçulmanas. O filósofo cordobês Averroés, introdutor do aristotelismo no mundo muçulmano e na Espanha, era conhecido e seguido no Marrocos. A intransigência religiosa coibiu a atividade intelectual, e a criação literária refugiou-se na poesia.

A abertura imposta no século XIX pelo contato com a França e a Espanha provocou profunda transformação da vida cultural, que após a independência procurou combinar os avanços ocidentais com as raízes das culturas berbere e árabe. Por esse motivo, o governo criou um instituto para promover a cultura popular. Os gêneros literários mais cultivados tradicionalmente, a poesia e a historiografia, sofreram influência do Oriente Médio e do Ocidente. Além disso, muitos autores marroquinos publicam suas obras na França e no Marrocos.

As artes experimentaram forte impulso no século XX, tanto na pintura como na escultura, na música popular e no teatro. A pintura, com escolas em Casablanca e Tétouan, foi especialmente promovida pelo Ministério da Cultura, que é responsável também pela administração de bibliotecas, museus e arquivos históricos. A Academia Real do Marrocos foi fundada em 1979, com caráter interdisciplinar. Inúmeros centros vinculados a embaixadas estrangeiras contribuem para diversificar a cultura do país. Os principais eventos culturais do Marrocos são o festival folclórico de Marrakech, o festival de jazz de Tânger, o de música andaluza de Saidia e o de artes africanas em Agadir.

Geografia
 
Localizado no chamado Magrebe, o reino de Marrocos é banhado pelo oceano Atlântico a oeste, e pelo mar Mediterrâneo a norte, e faz fronteira com a Argélia a leste, a sul e sudeste com a Mauritânia. Abrange uma área total de 446 550 km². A capital, Rabat, com uma população de 1 618 700 habitantes (2004), destacando-se também outras cidades, como Casablanca, a maior do país, com 3 741 200 habitantes, Tânger (629 800 hab.) e Fez (1 019 300 hab.).
Marrocos caracteriza-se por ser um país montanhoso, destacando-se duas cadeias montanhosas: o Rif, com a orientação noroeste-sudeste, que faz, geologicamente, parte das cordilheiras do Sul da Península Ibérica, e que tem como ponto mais alto o monte Tidirhine com 2456 m; e o Atlas, no Centro do país, com a orientação leste-oeste, cujo ponto mais alto é o monte Tubkal (4165 m). A leste, situa-se a bacia do Muluya, uma região de terras baixas, semiárida, criada pela erosão do rio Muluya. Mais a leste e a sudeste, encontram-se os altos planaltos, com cerca de 1000 metros de altitude. No Sul, iniciam-se as terras áridas do deserto do Saara.
Demografia
Em 2003, a população era de 31 689 263 habitantes, que vivem principalmente nas áreas planas a norte e oeste da cadeia do Atlas. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 23,26‰ e 5,78‰.
A esperança média de vida é de 70,04 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,606 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,590 (2001).
Estima-se que, em 2025, a população seja de 42 553 000 habitantes. Os árabes representam cerca de 70% da população e os berberes 30%; todas as outras etnias não chegam a corresponder a 1%. A religião dominante é a muçulmana sunita (99%). A língua oficial é o árabe.
A locomoção dos habitantes do Marrocos é quase exclusivamente feita por camelos, que são animais resistentes e que se adaptaram ao tipo de clima existente no país.

Curiosidades

 Marrocos um reino mágico cheio de mistérios 


Capital: Rabat. 
Nacionalidade: marroquina. 
Data nacional: 18 de novembro (Independência). 
Localização: noroeste da África. 
Área: 710.850Km2. 
Clima: mediterrâneo, árido subtropical. 
Principais cidades: Rabat, Casablanca, Fès. 
População: 28.4 milhões (em 2000). 
Idioma: árabe. 
Moeda: dirrã marroquino



Melhor época - As temperaturas oscilam muito. No litoral mediterrâneo podem chegar a 10 graus no inverno entre janeiro e fevereiro quando as chuvas são constantes. Porem em Julho são registradas temperaturas de 45 graus no interior de Marrocos. No deserto chegam a 50.

Marrocos, um reino ensolarado no noroeste da África, surpreende aos que imaginam apenas paisagens desérticas pela sua diversidade de elementos naturais com lagos e cachoeiras assim como desertos e montanhas. Quem diria que da aridez do país desértico surgem cachoeiras de 60 metros de altura ou florestas com cedros centenários? Não esquecendo 1.100 quilômetros de litoral dividido entre as águas claras do oceano Atlântico e do Mar Mediterrâneo e da neve que pontua os cumes da Cordilheira Atlas no inverno. 
É comum associamos ao deserto do Saara, uma vez que metade de seu território é ocupado pelo deserto sendo que o próprio nome do país surgiu dele - Marrocos - "A Terra do Sol Poente". 
Do calor do deserto , além de tudo, derivam estórias e personagens que ajudaram a criar no país a aura de um lugar mágico e reino dos sultões árabes conquistadores. Existem também belos lugares cuja imaginação dos oásis provenientes de filmes são absolutamente verídicas.
As principais cidades marroquinas (as cidades históricas, imperiais ,que fundamentaram a colonização árabe islâmica, a partir do século 7 e se tornaram centros políticos de sua época) são quatro: Fez,Marrakech, Rabat e Meknés. 
Em todas encontra-se traços que caracterizam a tradicional arquitetura urbana marroquina: uma medina (centro comercial e residencial), uma mesquita central, o palácio real, o mellah (bairro judeu) e os suqs (mercados), tudo cerrado por uma muralha que servia para fortificar a cidade. 
Casablanca 
 
A cidade habita o imaginário universal depois que ganhou fama com o filme homônimo de l942, quando ser serviu de cenário ao tórrido romance de Hunphey Bogart e Ingrid Bergman durante a Segunda Guerra Mundial. Ao menos neste caso , cinema é fantasia pois nenhuma cena do fime foi gravada ali.
Na verdade, Casablanca é uma cidade portuária e industrial, cujo nome tem sentido literal: a primeira casa contruida depois do terremoto que destruiu a antiga cidade berbere de Anfa em 1755, era branca para servir como ponto de referência aos viajantes que cruzavam o país e aos navios que se aproximavam da costa.Os árabes traduziram a expressão para Dar El Beida, mas os mercadores espanhóis vindos um século depois oficializaram o nome atual e mantiveram a característica básica da arquitetura da cidade: as casas, como Rabat, são todas brancas.
Todas as cidades, curiosamente são definidas por uma cor básica de suas construções: Marrakech é a cidade vermelha, Meknés, a verde;Fez é amarela. Rabat, a cidade branca do litoral atlântico,é a única das cidades imperiais que conserva sua importância política: a capital do país. 

Apesar da pobreza superficial, aparência comum nas ruas de qualquer país árabe, o Marrocos é um país potencialmente rico.Suas terras ocultam 75% das reservas mundiais de fosfato, daí tanta briga por apenas uma faixa de areia... O Marrocos é o maior exportador do mundo do valioso produto, mas possui ainda uma fértil agricultura em campos irrigados por todo o interior do país, além das estáveis indústrias do turismo e da pesca.

Se o cinema brindou Casablanca, a literatura parece ter premiado Tânger,cidade do litoral do litoral do Mediterrâneo. Em busca de uma vida com muito estilo e poucos dólares, recheada de diversão, drogas, sexo e inspiração, escritores como William Burroughs, Paul Bowles, Allen Ginsberg e Truman Capote, entre outros, rumaram para lá na década de 50. Paul Bowles foi quem 
mais se apaixonou pelo país (é dele o célebre livro "O Céu que nos protege", também adaptado para o cinema). 


Por obra das maluquices de seus visitantes ilustres, Tânger,às portas do estreito de Gibraltar, sobrevive da fama de ser uma cidade aventureira, embora já não o seja bem assim. 
Literatura à parte,Tânger é a cidade ideal para um banho nas águas do Estreito de Gibraltar, onde Marrocos quase toca a Espanha. São 16 quilômetros de praias que ficam cheias no verão marroquino onde diversos europeus estão em férias. 

A estratégica posição do Marrocos, litoral que separa dois mares, vizinho da europa, fez com que o país fosse alvo de diversas invasões durante sua história. Para se proteger , os antigos eram engenhosos e construiam suas cidades atrás de muralhas de pedra ou de barro, as Kasbahs. 
Meknés, a cidade imperial tem uma kasbah tripla cercando sua área original,num total de 25 Kms de muro de 15 metros de altura.

Nove portas grandiosas, chamadas em árabe de babs, cada qual com quatro grandes torres, dão acesso à velha cidade. A mais bela dessas portas, Bab El Mansour, foi concluida em 1732 e é um exemplo de megalomania de um dos mais empreendedores sultões marroquinos, Moulay Ismail, que reinou entre 1672 e 1727. Quase insano, Ismail, impôs a destruição de palácios em Fez e Marrakech para que nenhuma outra cidade fosse mais bela que Meknés,escolhida por ele para sua capital. Mandou construir um imenso reservatório de água, Aguedal, apenas para regar os jardins reais e, dizem, proporcionar lazer as suas 500 esposas. Por sua obra, Ismail ainda é cultuado como rei eterno na cidade. Mulheres muçulmanas com os rostos cobertos por vestes coloridas, passam o dia rezando no belo mausoléu onde estão suas cinzas. 

Um pequeno desvio de rota na região de Meknés pode levar a outro lugar sagrado do Marrocos, o pacato vilarejo de Moulay Idriss, também morada de um importante líder :Moulay Idriss el Akbar, que chegou à região em 789 como o primeiro mensageiro da fé islâmica no interior do país.

Hoje é visto quase como um santo, ele liderou a primeira dinastia árabe marroquina. A apenas um quilômetro da vila erguida por Idriss, sinais de um passado que ele começou a enterrar: as ruínas da cidade de Volubilis, o principal testemunho da época do Domínio romano no Marrocos. Entre os arcos e colunas, a herança mais significativa da cidade são as ruínas das fábricas de azeite, prova do apogeu comercial que existiu ali. 

Foi Idriss também que deu início à construção da mais antiga das cidades imperiais marroquinas:Fez.
Capital intelectual do país, é considerada patrimônio histórico da humanidade pela Unesco.
A cidade se divide em dois lados totalmente distintos: Fez Bali, ou a "cidade velha", e Fez Jedid, a "cidade nova".

Fez Jedid sem muitos atrativos, é marcada pela presença do suntuoso palácio Dar El Makhzen. Fez Bali, por sua vez, concentra a maior e mais compexa medina do mundo árabe, um enorme labirinto de vielas apertadas e tortuosas. 

Uma aventura irresistível : entrar na medina sem a companhia de um morador da cidade pode implicar em um mergulho claustrofóbico, sem tempo definido,num fluxo de comerciantes histéricos à busca de fregueses, gente apresssada e burricos com lombo cheio de mercadorias. Sozinho, pode-se passar um dia inteiro dentro da medina em busca de uma saída.
Imperdível! 
Somente um lugar em todo Marrocos supera o ritmo frenético de Fez: Djemaa El Fna, um mercado montado numa praça circular no centro de Marrakech, um centro com toda a mágica de Marrocos. O movimento começa cedo com o sol já ardendo sob a cidade: encantadores de serpente, mágicos, malabaristas, acrobatas, mulçumanos sentados em tapetes lendo o Alcorão,dentistas que exibem milhares de dentes extraidos como prova de sua competência. Tudo acontece ao mesmo tempo,e o tempo ali nada mais é do que a soma dos segundos que definem novos sentidos.



Atentados terroristas em Marrocos

Suspeitas caem sobre Al-Qaida

Uma série de cinco atentados perpetrados domingo na cidade de Casablanca, em Marrocos, provocou 41 mortos, havendo ainda a registrar 60 feridos. A maioria das vítimas foi marroquina, mas os atentados mataram igualmente estrangeiros, nomeadamente mais de uma dezena de espanhóis.

Os atentados visaram sobretudo restaurantes e hotéis frequentados por turistas estrangeiros. Três viaturas armadilhadas explodiram perto do consulado belga, do hotel Safir e do Círculo da Aliança Israelita e uma ou duas bombas explodiram no restaurante da Casa de Espanha.
Entretanto, um alto responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel indicou que os atentados de Casablanca se inscrevem no quadro de uma campanha internacional de terrorismo visando o Ocidente.
"Estes atentados fazem parte de uma campanha de terrorismo internacional que visa o Ocidente. Há uma ligação directa entre os atentados de Casablanca, da Arábia Saudita e o que foi perpetrado (na noite de 29 para 30 de Abril) num bar em Telavive" por dois kamikazes muçulmanos britânicos, indicou o responsável, citado pela rádio pública israelita.
Perante os atentados, as autoridades marroquinas montaram uma célula de crise em Rabat e Casablanca.
Em Fevereiro, o chefe da rede Al-Qaida, Usama bin Laden citou Marrocos, aliado tradicional dos EUA no mundo árabe, entre os países árabes "renegados" numa cassete de áudio que distribuiu.
"Os muçulmanos devem mobilizar-se para libertar esses regimes renegados, controlados pela América. Entre os países que devem ser libertados figuram a Jordânia, Marrocos, Nigéria, Paquistão, o país das duas mesquitas (Arábia Saudita) e o Iémen", disse.

Nenhum comentário: